Sono – Trabalho feito – Sejaumgenio

Introdução
Pode definir-se sono como “um período de repouso para o corpo e a mente, durante o qual a evolição e a consciência estão em inactividade parcial ou completa”. Já Friedman (1795-1827) definiu sono como “sendo o desencadear deliberado de uma alteração ou redução do estado consciente, que dura muitíssimo, em média 8 horas tendo início sensivelmente à mesma hora, em cada período de 24 horas, e resultando geralmente em sensação de energia física, psíquica e intelectual restabelecida”.
Existem várias definições do sono apresentadas por diferentes autores, e, no geral complementam-se umas às outras.
O sono é importante para a recuperação da saúde em situação de doença, enquanto a privação deste pode afectar a regeneração celular assim como a total recuperação da função imunitária.
O total de horas de sono para uma pessoa adulta está normalmente entre as sete e as oito horas.

Objectivo geral
Conhecer as características gerais do sono
Objectivos específicos
Ø  Conhecer os tipos de sono;
Ø  Descrever os estágios de sono;
Ø  Descrever as complicações do sono e a conduta.   
Historial 
Sono (do latim somnus, com o mesmo significado) é um estado ordinário de consciência, complementar ao da vigília (ou estado desperto), em que há repouso normal e periódico, caracterizado, tanto no ser humano como nos outros vertebrados, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária.
Ao dizer-se complementar, em conjugação com ordinário, quer-se significar tão-somente que, na maioria dos indivíduos (com destaque, aqui, para os humanos), tais estados de consciência alternam-se, complementando-se ordinária, periódica e regularmente.
O estado de sono é caracterizado por um padrão de ondas cerebrais típico, essencialmente diferente do padrão do estado de vigília, bem como do verificado nos demais estados de consciência. Dormir, nesta acepção, significa passar do estado de vigília para o estado de sono. No ser humano, o ciclo do sono era formado por cinco estágios, mas actualmente são quatro, pois os estágios N3 e N4 fundiram-se em N3, e duram cerca de noventa minutos (podendo chegar a 120 minutos). Ele se repete durante quatro ou cinco vezes durante o sono. Do que se tem registo na literatura especializada, o período mais longo que uma pessoa já conseguiu ficar sem dormir foi de onze dias.
História clínica
História clínica anterior deve centrar-se nos sintomas de doenças conhecidas que podem interferir no sono, incluindo DPOC, asma, insuficiência cardíaca, hipertireoidismo, refluxo gastroesofágico, distúrbios neurológicos (em particular motores e degenerativos) e quaisquer distúrbios dolorosos (p. ex., artrite reumatoide) que possam interferir no sono. Os fatores de risco de apneia obstrutiva do sono incluem obesidade, doenças cardíacas, hipertensão, AVC, tabagismo, roncos e trauma nasal. A história de fármacos deve incluir questões sobre utilização e suspensão de qualquer fármaco associada a transtornos do sono ( Alguns fármacos que interferem no sono).
Fases do sono
As fases do sono duram cerca de noventa minutos, ocorrendo quatro a cinco ciclos num período de sono nocturno. Oito horas é o ideal para dormir. Segundo LAVIE (1998, 45), o número de ciclos por noite depende do tempo do sono, acrescentando, ainda, que “o sono de uma pessoa jovem é habitualmente, composto por quatro ou cinco desses ciclos, com tendência à redução com o avançar da idade”. No entanto, o padrão comum varia entre quatro a cinco ciclos.
Durante o sono, o indivíduo passa geralmente por ciclos repetitivos, começando pelo estágio N1 do sono NREM, progredindo até o estágio N3, regride para o estágio N2, e entra em sono REM. Volta de novo ao estágio N2 e assim se repete novamente todo o ciclo
Nos primeiros ciclos do sono, os períodos de NREM (mais concretamente o estágio N3) têm uma duração maior que o REM. À medida que o sono vai progredindo, o estágio N3 começa a encurtar e o período REM começa a aumentar. Na primeira parte do sono predomina o sono REM, sendo os períodos REM mais duradouros na segunda metade.
O sono, oposto à vigília (estágio W) divide-se em dois tipos fisiologicamente distintos:
NREM (Non Rapid Eye Movement ou “Movimento Não Rápido dos Olhos”); e
REM (Rapid Eye Movement ou “Movimento Rápido dos Olhos”).
Sono NREM
O sono NREM (ou não-REM) ocupa cerca de 75% do tempo do sono e divide-se em três períodos distintos conhecidos como estágios N1, N2, e N3.
Estágio N1:
Começa com uma sonolência. Dura aproximadamente cinco minutos. A pessoa adormece. É caracterizado por um EEG semelhante ao do estado de vigília. Esse estágio tem uma duração de um a dois minutos, estando o indivíduo facilmente despertável. Predominam sensações de vagueio, pensamentos incertos, mioclonias das mãos e dos pés, lenta contração e dilatação pupilar. Nessa fase, a atividade onírica está sempre relacionada com acontecimentos vividos recentemente.
Estágio N2:
Caracteriza-se por a pessoa já dormir, porém não profundamente. Dura cerca de cinco a quinze minutos. O eletroencefalograma mostra frequências de ondas mais lentas, aparecendo os complexos K, e os fusos de sono. Nessa fase, os despertares por estimulação táctil, fala ou movimentos corporais são mais difíceis do que no anterior estágio. Aqui a atividade onírica já pode surgir sob a forma de sonho com uma história integrada.
Estágio N3:
Esse estágio tem a duração de cerca de quinze a vinte minutos, inicialmente, seguidos por quarenta minutos de sono profundo. É muito difícil acordar alguém nessa fase de sono. Depois, a pessoa retorna ao início do terceiro estágio (por cinco minutos) e ao segundo estágio (por mais quinze minutos). Entra, então, no sono REM.
Este estágio NREM do sono caracteriza-se pela secreção do hormônio do crescimento em grandes quantidades, promovendo a síntese proteica, o crescimento e reparação tecidular, inibindo, assim, o catabolismo. O sono NREM tem, pois, um papel anabólico, sendo essencialmente um período de conservação e recuperação de energia física.
Estágios antigos
Estágio N4:
Antigo estágio mais tardio do sono, muito similar ao antigo estágio 3, o que, bibliográfica e cientificamente, resultou na assimilação de ambos em um único estágio, o N3.
Sono REM
O sono REM (estágio R) caracteriza-se por uma intensa atividade registrada no eletroencefalograma (EEG) seguida por flacidez e paralisia funcional dos músculos esqueléticos. Nesta fase, a atividade cerebral é semelhante à do estado de vigília. Deste modo, o sono REM é também denominado por vários autores como sono paradoxal, podendo mesmo falar-se em estado dissociativo. Nesta fase do sono, a atividade onírica é intensa, sendo sobretudo sonhos envolvendo situações emocionalmente muito fortes.
 É durante essa fase que é feita integração da atividade cotidiana, isto é, a separação do comum do importante. Estudos também demonstram que é durante o REM que sonhos ocorrem. A fase representa 20 a 25% do tempo total de sono e surge em intervalos de sessenta a noventa minutos. É essencial para o bem-estar físico e psicológico do indivíduo.
Fisiopatologia
Existem 2 estados de sono, ambos são marcados por alterações fisiológicas características:
Sono NREM: O sono NREM constitui cerca de 75 a 80% do tempo total de sono em adultos. Consiste em 3 estágios (N1 a N3) com grau crescente de profundidade de sono. Os movimentos oculares giratórios lentos, que caracterizam a vigília silenciosa e o início do estágio N1 do sono, desaparecem nos estágios mais profundos do sono. A atividade muscular também diminui. O estágio N3 é denominado sono profundo, pois o limiar de despertar é alto; as pessoas podem considerar esse estágio como sono de alta qualidade.
Sono REM: o sono REM segue cada ciclo de sono NREM. Caracteriza-se por atividade rápida de baixa voltagem no EEG e atonia muscular postural. A frequência e a profundidade respiratórias flutuam drasticamente. A maioria dos sonhos acontece durante o sono REM.
A progressão através dos 3 estágios tipicamente seguida de um intervalo breve de sono REM, ocorre ciclicamente de 5 a 6 vezes durante a noite ( Etiologia.). Períodos breves de vigília (estágio W) ocorrem de modo intermitente.
As necessidades individuais de sono variam amplamente, desde 6 até 10 h a cada 24 h. Os lactentes dormem durante grande parte do dia; com o passar dos anos, o tempo total de sono e o sono profundo tendem a diminuir e o sono fica mais interrompido. Em idosos, o estágio N3 pode desaparecer. Essas alterações podem ser responsáveis pelo aumento da SDE e da fadiga com o passar dos anos, mas seu significado clínico é incerto.
Etiologia
O sono REM ocorre de forma cíclica durante a noite a cada 90–120 minutos. Períodos breves de vigília (estágio W) ocorrem de modo intermitente. O tempo de sono se distribui da seguinte maneira:
·         Estágio N1: 2–5%
·         Estágio N2: 45–55%
·         Estágio N3: 13–23%
·         REM: 20–25%
Algumas doenças podem causar ou insónia ou SED (algumas vezes ambos) e outras causam um ou outro transtorno (Algumas causas de insónia e sonolência diurna excessivas).
A insónia (Insónia e sonolência diurna excessiva (SDE)) é mais frequentemente causada por um transtorno de insónia (p. ex., transtorno de ajuste do sono e insónia psicofisiológica)
Higiene de sono inadequada
Transtornos psiquiátricos, particularmente do humor, ansiedade e uso de substâncias
Doenças clínicas diversas como doenças cardiopulmonares, condições musculoesqueléticas e dor crónica.
A SDE (Insónia e sonolência diurna excessiva (SDE)) é mais frequentemente causada po síndrome do sono insuficiente.
Funções do sono
Restauração
O organismo humano se recupera fisicamente durante o sono, curando-se e removendo resíduos metabólicos que se acumulam durante os períodos de atividade. Essa restauração ocorre principalmente durante o sono de ondas lentas, durante o qual a temperatura corporal, a frequência cardíaca e o consumo de oxigênio no cérebro diminuem. O cérebro, em especial, requer sono para restauração, enquanto no resto do corpo esses processos podem ocorrer durante o despertar quieto. Em ambos os casos, a taxa reduzida de metabolismo permite processos restauradores compensatórios.
Processamento de memória
É amplamente aceito que o sono deve apoiar a formação da memória de longo prazo e, geralmente, aumentar o aprendizado e as experiências anteriores. Entretanto, seu benefício parece depender da fase do sono e do tipo de memória.
Enquanto dormimos, o hipocampo se reativa inesperadamente produzindo atividades como essa enquanto estamos acordados. Ele envia dados para o córtex, que responde por sua vez. Essa troca é frequentemente acompanhada por um momento de silêncio chamado “onda delta” e depois por ação rítmica chamada “eixo do sono”. As ondas delta emitidas enquanto dormimos não são períodos generalizados de silêncio durante os quais repousa o córtex, como descrito há décadas na literatura científica. Em vez disso, eles isolam conjuntos de neurônios que desempenham um papel essencial na formação da memória a longo prazo. Durante as ondas delta, o córtex não é totalmente silencioso, mas alguns neurônios permanecem ativos e formam conjuntos. O pequeno número de neurônios que são ativados quando todos os outros ficam quietos pode realizar cálculos essenciais enquanto protegido de possíveis distúrbios. As reativações espontâneas do hipocampo determinam quais neurônios corticais permanecem ativos durante as ondas delta e revelam a transmissão de informações entre as duas estruturas cerebrais. Além disso, as assembléias ativadas durante as ondas delta são formadas de neurônios que participaram na aprendizagem de uma tarefa de memória espacial durante o dia. Juntos, esses elementos sugerem que esses processos estão envolvidos na consolidação da memória.
Distúrbios do sono
Existem vários distúrbios do sono, tais como:
·         Ronco
·         Apneia do sono
·         Insónia
·         Narcolepsia
·         Hipersonia
·         Síndrome de Kleine-Levin
Exame físico
O exame físico é útil, principalmente para identificar sinais associados à apneia obstrutiva do sono:
Obesidade com a gordura distribuída ao redor do pescoço ou barriga
Grande circunferência do pescoço (≥ 43,2 cm em homens, ≥ 40,6 cm em mulheres)
Hipoplasia mandibular e retrognatismo
Obstrução nasal
Tonsilas, língua, úvula ou palato mole aumentados (classificação de Mallampati, 3 ou 4 — Classificação de Mallampati.)
Diminuição da patência faríngea
Maior obstrução da úvula e palato mole pela língua
Mucosa faríngea redundante
O tórax deve ser examinado em busca de chiados expiratórios e cifoescoliose. Sinais de insuficiência ventricular direita devem ser observados. Deve-se realizar um exame neurológico completo.
Sinais de alerta
·         Os achados a seguir são particularmente preocupantes:
·         Dormir enquanto está dirigindo ou em outra situação com perigo potencial
·         Crises de sono repetidas (dormir sem aviso)
·         Interrupções das respirações e acordar sufocado relatado pelo companheiro
·         Estado cardíaco ou pulmonar instável
·         AVC recente
·         Estado cataléptico (crises contínuas de cataplexia)
·         História de comportamento violento ou lesão em si mesmo e em outros enquanto está dormindo
·         Sonambulismo frequente ou outros comportamentos fora da cama
·         Interpretação dos achados
Higiene inadequada do sono e estressores situacionais em geral são aparentes na história. A SDE que desaparece quando o tempo para sono aumenta (p. ex., nos finais de semana ou férias) sugere síndrome de sono inadequado. A SDE que é acompanhada de cataplexia, alucinações hipnagógicas/hipnopômpicas ou paralisia do sono sugere narcolepsia.
A dificuldade em adormecer (insônia no início do sono) deve ser distinguida da dificuldade de se manter adormecido e acordar precoce (insônia de manutenção).
A insônia no início do sono sugere síndrome do atraso das fases do sono, insônia psicofisiológica crônica, síndrome das pernas inquietas ou fobias de infância.
A insônia de manutenção do sono sugere depressão maior, síndrome de apneia do sono central distúrbio de movimentos periódicos dos membros ou envelhecimento.
Adormecer cedo e acordar precocemente sugerem a síndrome da fase do sono avançada.
Os médicos devem suspeitar de apneia obstrutiva do sono em pacientes com ronco significativo, despertares frequentes e outros fatores de risco. O classificação STOP-BANG pode ajudar a prever o risco de apneia obstrutiva do sono ( Classificação de risco STOP-BANG para apneia obstrutiva do sono).
Exames
Os testes são geralmente feitos quando sinais ou sintomas específicos sugerem apneia obstrutiva do sono, crises noturnas, narcolepsia, distúrbio de movimentos periódicos dos membros ou outras doenças, cujo diagnóstico baseia-se na identificação dos achados polissonográficos característicos. Testes também são realizados quando o diagnóstico clínico é duvidoso ou quando a resposta ao tratamento inicial é inadequada. Se os sintomas ou sinais sugerem fortemente certas causas (p. ex., síndrome das pernas inquietas, hábitos inadequados de sono, estresse transitório, transtorno do turno de trabalho), os testes não são obrigatórios.
A polissonografia é particularmente útil quando há suspeita de apneia obstrutiva do sono, narcolepsia, crises epilépticas noturnas ou distúrbio de movimentos periódicos dos membros ou parassomias. Também auxilia o médico a avaliar comportamentos violentos ou potencialmente lesivos relacionados ao sono. Esse teste monitora a atividade cerebral com o EEG, os movimentos oculares, a frequência cardíaca, a respiração, a saturação de O2 e o tônus e atividade muscular durante o sono. A gravação em vídeo pode ser usada para identificar movimentos anormais durante o sono. A polissonografia em geral é realizada em um laboratório de sono; foi desenvolvido um equipamento para uso caseiro, mas isso só é usado para diagnosticar apneia obstrutiva do sono, não para outros transtornos do sono.
O teste de latência múltipla do sono avalia a velocidade de início do sono em 5 cochilos diários com intervalo de 2 h. Pede-se ao paciente que se deite em um quarto escuro e durma. O início e o estágio do sono (incluindo o sono REM) são monitorados por polissonografia para determinar o grau da sonolência. A principal utilidade deste teste é no diagnóstico de narcolepsia.
Para o teste de manutenção de vigília, pede-se ao paciente que fique acordado em um quarto durante 4 oportunidades de despertar em intervalos de 2 h enquanto ele permanece sentado na cama ou em uma poltrona reclinável. Esse teste é provavelmente a medida mais precisa da capacidade de permanecer desperto nas situações cotidianas.
Os pacientes com SDE também necessitam de testes laboratoriais de funções renal, hepática e tireoidiana.
Tratamento
Doenças específicas são tratadas. Uma boa higiene de sono (Higiene do sono) é importante, qualquer que seja a causa, e geralmente é o único tratamento que os pacientes com pequenos problemas necessitam.
Hipnóticos
Orientações gerais para o uso de hipnóticos ( Diretrizes para o uso de hipnóticos) ajudam a minimizar o abuso, o mau uso e a dependência.
Diretrizes para o uso de hipnóticos         
Para os hipnóticos comumente utilizados, Hipnóticos orais de uso comum. Todos os hipnóticos (exceto ramelteon, baixa dose de doxepina e suvorexante) agem no local de reconhecimento de benzodiazepínicos no receptor do ácido γ-aminobutírico (GABA) e aumentam os efeitos inibitórios do GABA.
Hipnóticos diferem principalmente na meia-vida de eliminação e início da acção. Os fármacos com meia-vida curta são utilizados para a insónia inicial. Fármacos com meia-vida mais longa são úteis tanto para insónia no início do sono como insónia de manutenção ou, no caso de baixa dose de doxepina, apenas para insónia de manutenção. Alguns hipnóticos (p. ex., benzodiazepínicos) têm maior potencial para efeitos residuais durante o dia, em especial após o uso prolongado e/ou em idosos. Novos fármacos com duração muito curta de acção (baixa dose de zolpidem sublingual) podem ser tomados no meio da noite, durante um despertar nocturno, desde que os pacientes permaneçam na cama por pelo menos 4 horas após o uso.
Os pacientes que apresentam sedação diurna, falta de coordenação ou outros efeitos durante o dia devem evitar atividades que requerem alerta (p. ex., condução de veículos) e devem reduzir a dose, interromper o fármaco ou, se necessário, utilizar outro fármaco. Outros efeitos adversos incluem amnésia, alucinações, falta de coordenação e quedas.
Hipnóticos recém-aprovados incluem suvorexanto e tasimelteon.
Suvorexantoé um novo tratamento para insônia que age bloqueando os receptores de orexina no cérebro, portanto, bloqueando os sinais de vigília induzido pela orexina e permitindo a iniciação do sono. A dose recomendada é 10 mg, tomada não mais de 1 vez/noite e tomada antes de 30 min de ir para a cama, com pelo menos 7 h antes do período previsto de despertar. A dose pode ser aumentada, mas deve não deve exceder 20 mg 1 vez/dia. O efeito colateral mais comum é sonolência.
Tasimelteon, um agonista do receptor de melatonina, pode aumentar a duração do sono noturno e diminuir a duração do sono diurno em pacientes totalmente cegos que têm a síndrome de sono-vigília de não 24 h. A dose é 20 mg 1 vez/dia antes de dormir, na mesma hora todas as noites. Os efeitos adversos mais comuns são cefaleias, pesadelos ou sonhos anormais. O tasimelteon parece não ter potencial de abuso.
Os hipnóticos devem ser utilizados com cautela em pacientes com insuficiência pulmonar. Em idosos, qualquer hipnótico, mesmo em pequenas doses, pode causar inquietação, excitação ou exacerbação de delirium e demência. Raramente, os hipnóticos podem causar comportamentos complexos relacionados ao sono, como andar dormindo e mesmo dirigir dormindo; o uso de doses acima das recomendadas e o consumo concomitante de bebidas alcoólicas podem aumentar o risco desses comportamentos. Raramente, ocorrem reacções alérgicas graves.
O uso prolongado é bastante desencorajado porque pode ocorrer tolerância ( Ansiolíticos e sedativos) e a interrupção abrupta pode causar insónia ou mesmo ansiedade rebote, tremor e crises epilépticas. Esses efeitos são mais comuns com benzodiazepínicos (em particular o triazolam) e menos comuns com não benzodiazepínicos. As dificuldades podem ser minimizadas utilizando a menor dose eficaz por curtos períodos e diminuindo a dose antes de interromper o uso do fármaco (Ansiolíticos e sedativos: Abstinência e desintoxicação). Mas muitos pacientes com insónia crónica necessitam de tratamento a longo prazo com hipnóticos; esse tratamento não deve ser suspenso porque a própria insónia crónica pode perturbar o bem-estar emocional e físico.
Outros sedativos – muitos fármacos sem indicação específica para insônia são utilizados para induzir e manter o sono.
Muitos pacientes consomem álcool para ajudá-los a dormir, mas é uma escolha equivocada porque, após o uso prolongado e em altas doses, produz um sono perturbado, não reparador, com despertares nocturnos frequentes, muitas vezes aumentando a sonolência durante o dia. Além disso, o álcool também pode dificultar a respiração durante o sono em pacientes com apneia obstrutiva do sono e outras doenças pulmonares como DPOC.
Os anti-histamínicos OTC adquiridos sem prescrição (p. ex., doxilamina, difenidramina) em geral podem induzir o sono. No entanto, a eficácia é imprevisível e esses fármacos têm efeitos adversos como sedação durante o dia, confusão, retenção urinária e outros efeitos anticolinérgicos sistêmicos, que são particularmente preocupantes em idosos.
Baixas doses de antidepressivos na hora de dormir (p. ex., 25 a 50 mg de doxepina, 5 a 20 mg de paroxetina, 50 mg de trazodona, 75 a 200 mg de trimipramina) podem melhorar o sono. No entanto, devem ser utilizados, principalmente, quando os hipnóticos tradicionais não forem tolerados (raro) ou em doses mais elevadas (antidepressivos), se houver depressão. Uma dose ultrabaixa de doxepina (3 ou 6 mg) é indicada para manutenção do sono.
A melatonina é um harmónio secretado pela glândula pineal (e que ocorre naturalmente em alguns alimentos). A escuridão estimula sua secreção e a luz a inibe. Ligando-se a receptores de melatonina no núcleo supraquiasmático, a melatonina é mediadora do ritmo circadiano, em especial no início do sono fisiológico. A melatonina oral (em geral, 0,5 a 5 mg na hora de dormir) pode ser eficaz para problemas do sono decorrentes de síndrome de retardo das fases do sono. Quando utilizada para tratar esse distúrbio, deve ser tomada pela maioria das pessoas no momento apropriado (algumas horas antes do aumento da secreção da melatonina endógena no começo da noite, tipicamente 3 a 5 horas antes da hora de dormir pretendida) e em uma dose baixa de 0,5 a 1 mg; tomada no momento errado, pode agravar os problemas de sono. Para outras formas de insónia, a eficácia da melatonina não foi totalmente provada, sua segurança é questionada e parece estimular alterações da artéria coronária em animais. Mas não foram relatados efeitos adversos preocupantes após o uso generalizado. As preparações disponíveis de melatonina não são regulamentadas, de forma que o conteúdo e a pureza não podem ser avaliados e os efeitos com o uso prolongado são desconhecidos. Sua utilização deve ser supervisionada por um médico.
Pontos-chave
A má higiene do sono e disruptores situacionais (p. ex., turnos de trabalho, stress emocional) causam muitos casos de insónia
Considerar doenças clínicas (p. ex., síndrome de apneia do sono, distúrbios com dor) e transtornos psiquiátricos (p. ex., alterações do humor) como possíveis causas.
Normalmente, considerar estudos do sono (p. ex., polissonografia) quando há suspeita de síndrome de apneia do sono, movimentos periódicos dos membros, outros transtornos do sono, o diagnóstico clínico for duvidoso ou a resposta inicial ao tratamento presuntivo foi inadequada.
Usar hipnóticos e sedativos com cautela em idosos.
Boa higiene do sono pode ser o único tratamento necessário para pacientes com problemas de insónia leve.
Conclusão
Após a realização deste trabalho concluiu-se que o sono é um período de repouso para o corpo e a mente, onde a consciência está em inactividade parcial ou completa.
Alguns sintomas de doenças conhecidas podem interferir no sono como asma, insuficiência cardíaca, hipertireoidismo, refluxo gastroesofágico, distúrbios neurológicos e quaisquer distúrbios dolorosos.
Existem 2 estados de sono, ambos são marcados por alterações fisiológicas características; o Sono REM e o sono NREM constituem cerca de 75 a 80% do tempo total de sono em adultos. Um adulto dorme por média 7 a 8 horas por dia.
Existem vários distúrbios do sono, tais como: Ronco, apneia do sono, insónia. narcolepsia, Hipersonia, Síndrome de Kleine-Levin .
Alem dos distúrbios a má higiene do sono e destrutores situacionais como turnos de trabalho, stress emocional causam muitos casos de insónia.
Em caso de distúrbios do sono e destrutores situacionais o psicólogo deve trabalhar a causa e a posterior orientar a conduta ao indivíduo.

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