Tronco cerebral – trabalho feito

 

Introdo


O presente trabalho traz uma abordagem sobre alguns aspectos que ocorre no Sistema Nervoso Central seu funcionamento, lesões que nele ocorre, complicações e consequências. O Sistema Nervoso Central (SNC) é o conjunto formado por ligações de nervos e corpo com a função de captar informações, mensagens e demais estímulos externos assim como também respondê-los, além de ser responsável por comandar a execução de todos os movimentos do corpo sejam eles voluntários ou involuntários.

O SNC é constituído pelo encéfalo, medula espinal e pelo Sistema Nervoso periférico. O encéfalo é formado pelo cérebro, cerebelo e bolbo raquidiano. É nesta perspectiva que este trabalho pretende detalhar os aspectos que ocorrem no encéfalo ou Tronco Cerebral

Objectivo geral

Conhecer as lesões entre o cérebro e o comportamento humano.

Objectivos específicos

Ø  Descrever a estrutura do tronco cerebral;

Ø  Conhecer as consequências das lesões cerebrais

 

Desta forma existe a necessidade de o psicólogo clínico perceber os processos que ocorrem no tronco cerebral para ajudar na reabilitação para o funcionamento normal do comportamento humano.

A metodologia usada neste trabalho foi com base em consulta virtual a Internet.

 

Contextualização

 A Neuropsicologia estuda as relações entre o cérebro e o comportamento humano. Sua principal área de atuação é na compreensão de como lesões, malformações, alterações genéticas ou qualquer agravo que afecta o sistema nervoso causam déficits (alterações) em diversas áreas do comportamento e da cognição humana. Em outras palavras, a neuropsicologia actua mais frequentemente no estudo das funções mentais superiores são investigadas por abordagens fisiológicas e biológicas (neurobiologianeurofisiologiapsicofisiologia

psicobiologia).

Desse modo a neuropsicologia compõe fortemente o campo das neurociências, com ênfase na neurociência cognitiva. Atribui-se tanto ao psicólogo Donald Olding Hebb  (1904-1985) como ao médico William Osler  (1849-1919) a proposição do termo neuropsicologia.

 

I.TRONCO CEREBRAL

O Tronco cerebral ou tronco encefálico é a porção do sistema nervoso central, situada entre a medula espinhal e o diencéfalo, sendo quase na sua totalidade intracraniano (apenas uma porção do bulbo é exocraniana). Ocupa a fossa craniana posterior diante do cerebelo, (HUGHES, 2003).

O tronco encefálico é composto por 3 partes: Mesencéfalo, Ponte de Varólio e Bolbo raquídeo.

O tronco cerebral pode ser dividido consoante as suas funções:

Na função de condução – por este passam as vias ascendentes que atinge o talmo e o cerebelo ou ainda as vias discentes que vão para a medula espinhal.

Função de integração – integração das actividades respiratórias e vascular e alguma regulação consciente.

Função de nervos cranianos – quase todos os nervos cranianos tem a sua origem real e aparente no tronco encefálico. Desta forma uma quantidade grande de informação sensitiva e motora dos núcleos dos nervos cranianos podem ser encontrados nos diferentes níveis do tronco cerebral

1.1.Estrutura do tronco cerebral

O tronco cerebral tem três porções que são, de baixo para cima (SALADIN, 2007):

Ø  Bulbo ou Medula oblonga: Conecta o encéfalo com a medula espinhal. O bulbo contém os centros cardíacos, respiratórios e vaso motores responsáveis por regular a frequência cardíaca, respiração e pressão arterial. Também regular o reflexo de tossir, espirrar, engolir e vomitar. É onde a maioria das vias motoras se cruzam contra lateralmente. 

Ø  Ponte de Varolio: conecta os sinais do cérebro, medula e cerebelo. Foi descrita pela primeira vez pelo anatomista italiano Costanzo Varolio (1543–75). A ponte contém núcleos que regulam principalmente sono, respiração, deglutição, controle da bexiga, audição, equilíbrio, gosto, movimento dos olhos, expressões faciais, sensação facial e postura.

Ø  Mesencéfalo: Dividido em tectum (teto em latim) e pedúnculo cerebral possui núcleos que regulam movimentos oculares, audição, tônus muscular, prazer, sono/vigília, alerta e regulação da temperatura.

 Funções

Controla funções autónomas e transmite sinais entre o cérebro e medula espinal. Também é responsável por controlar diversas funções automáticas para o corpo:  

Respiração, pressão sanguínea, frequência cardíaca, auto -reflexos e vómitos

1.2.Desenvolvimento

O tronco encefálico é formado a partir da porção do tubo neural que nas três primeiras semanas de desenvolvimento fetal se transforma em rombencéfalo e na quarta semana dá origem a duas vesículas (WATSON & ROSENZWEIG, 2010)

Ø  Mielencéfalo: que até a vigésima semana se transforma no bolbo raquidiano;

Ø  Metencéfalo: a partir do qual se desenvolverá a protuberância e o cerebelo.

1.2.Função

O tronco cerebral pode ser dividido, (muito embora não claramente) consoante as suas funções, (Breedlove,& ROSENZWEIG, 2010):

Ø  Na função de condução – por este passam as vias ascendentes que atingem o tálamo e o cerebelo, ou ainda as vias descendentes que vão para a medula espinhal.

Ø  Na função de integração – como a integração da actividade respiratória e vascular e alguma regulação consciente. A grande maioria desta informação está contida na formação reticular.

Ø  Na função dos nervos cranianos – quase todos os nervos cranianos (excepto o nervo olfativo e o nervo óptico que projectam para o telencéfalo e para o diencéfalo respectivamente) tem sua origem real e aparente no tronco encefálico. Desta forma, uma quantidade grande de informação sensitiva e motora dos núcleos dos nervos cranianos pode ser encontrada nos diferentes níveis do tronco cerebral.

1.4.Importância clínica do troco cerebral face as lesões nas estruturas

No tronco cerebral encontram-se assim localizados os núcleos que presidem aos mecanismos homeostáticos mais básicos como o ritmo cardíaco, a respiração e a percepção de dor. Quando ocorre lesão destes núcleos, a troca de informação entre o SNC e o resto do organismo não é transmitida resultando em a morte cerebral do indivíduo (o indivíduo é declarado morto mesmo que o coração esteja a bater – verifica-se uma paragem do tronco cerebral), (SALADIN, 2007).

Isto acontece por exemplo, no prolapso das amígdalas do cerebelo para o forame magno e que consequentemente constringe o tronco cerebral – o chamado abraço da morte – e que se pode dar quando é feita uma punção lombar, pois, devido à existência de uma variação de pressão, o líquido cefalorraquidiano vai correr no sentido que apresenta uma menor pressão de modo a igualar as pressões do líquido, ou seja, de cranial para caudal e, consequentemente, provocar a deslocação das amígdalas com todos os efeitos adjacentes.

 

I.2. MESENCÉFALO

O mesencéfalo provém do grego mesos  “meio”, e enkephalos“encéfalo”; que significa “Encéfalo médio”.

É  uma estrutura do sistema nervoso central, mais especificamente do tronco cerebral. Tem uma direcção oblíqua para cima e para a frente e localiza-se superiormente à protuberância e inferiormente ao diencéfalo. Assim, o seu limite inferior é o sulco ponto-peduncular (entre a ponte e os pedúnculos cerebrais do mesencéfalo) e o seu limite superior é uma linha imaginária que passa pelos corpos mamilares (do diencéfalo) e pela comissura branca posterior, (MACHADO, 2003).

2.1. Embriologia do mesencefalo

O mesencéfalo tem origem na vesícula encefálica primitiva média do tubo neural, denominada mesencéfalo. Para além desta vesícula existem mais duas: o prosencéfalo (vesícula encefálica anterior) e o romboencéfalo (vesícula encefálica posterior).[2] Enquanto, a partir do 32º dia de desenvolvimento intra-uterino, o prosencéfalo e o romboencéfalo se subdividem em duas partes cada um, o mesencéfalo permanece apenas uma estrutura, continuando como tal até terminar o desenvolvimento encefálico (AFIFI., & BERGMAN, 2008)

Durante o desenvolvimento das vesículas primitivas, desenvolvem-se simultaneamente cavidades no seu interior. Inicialmente existem a prosocele (no interior do prosencéfalo), a mesocele (no mesencéfalo) e a rombocele (no romboencéfalo). A cavidade do mesencéfalo, tal como este, não se subdivide e corresponde ao aqueduto de Sylvius no encéfalo já desenvolvido.[3] Este é um canal estreito que faz comunicar o III e os IV ventrículos.

2.2. Estrutura do mesencefalo

2.2.1.Configuração exterior

Nesta configuracao Observam-se quatro faces, uma anterior, uma posterior e duas laterais, (ROUVIÉRE, H., & DELMA, 2005).

Observam-se dois feixes volumosos de cor brancos, estriados longitudinalmente, que se dirigem para cima, para a frente e para fora, desde a protuberância até ao cérebro (acima dos tractos ópticos), continuando-se com a cápsula interna – Pedúnculos cerebrais. São constituídos por fibras descendentes cortico-fugais. Delimitam entre si o espaço interpeduncular, uma lâmina de substância cinzenta, de forma triangular e limitada anteriormente pelos corpos mamilares, pertencentes ao diencéfalo. É atravessada por pequenos orifícios onde passam vasos, podendo denominar-se substância perfurada posterior.

Na união entre os pedúnculos e a substância perfurada posterior existe um sulco (sulco medial do pedúnculo ou do n. motor-ocular comum) de onde emerge, de cada lado da linha média, o nervo motor-ocular comum (III par craniano)

Face posterior

 Nesta face encontra-se a lâmina quadrigémea, composta por quatro eminências arredondadas – os colículos ou tubérculos quadrigémeos. Estes encontram-se dispostos dois a dois, de cada lado da linha média, um acima do outro. Temos, assim, dois colículos superiores e dois colículos inferiores. Superiormente aos colículos superiores, no limite entre o mesencéfalo e o diencéfalo encontra-se ainda o núcleo pré-tectal, de limites mal definidos e responsável pelo controlo reflexo das pupilas, (MACHADO, 2003).

Os colículos superiores estão envolvidos nos reflexos visuais e no controlo dos movimentos oculares, mais concretamente nos movimentos sacádicos dos olhos. Têm uma forma ovóide, alongados de dentro para fora e de trás para a frente. Cada um relaciona-se com o corpo geniculado externo (do tálamo) correspondente através de um feixe branco, denominado braço conjuntival superior.

Os colículos inferiores fazem parte da via auditiva. São hemisféricos e mais pequenos que os superiores. Vão se relacionar, de forma semelhante aos colículos superiores, com os corpos geniculados internos (do tálamo), através dos braços conjuntivais inferiores.

Os colículos superiores estão separados dos inferiores pelo sulco transverso. Outro sulco separa os do lado esquerdo dos do lado direito – sulco ântero-porterior – formando uma cruz com o anterior. O sulco transverso continua-se de cada lado com o sulco interbraquial, que separa os braços conjuntivais superiores e inferiores. Na extremidade superior do sulco ântero-posterior encontra-se a glândula pineal e na extremidade inferior está o freio da válvula de Vieussen, assim como a origem aparente dos nervos patéticos (IV).

Faces Laterais

Na face lateral distingue-se o limite externo de cada pedúnculo cerebral, o sulco lateral (do mesencéfalo), oblíquo para cima e para fora. Este continua-se inferiormente com o sulco interpeduncular, o qual separa os pedúnculos cerebelosos superior e médio.

Por cima de cada sulco lateral encontram-se os braços conjuntivais inferior e superior.

2.2.2.Configuração interior

O mesencéfalo, analisado através de um corte transversal, pode ser dividido em três regiões (MACHADO, 2003):

A parte basilar (ou base dos pedúnculos), anterior, correspondente aos pedúnculos cerebrais e substância negra. É a porção mais anterior do mesencéfalo, situado à frente da substância negra e contém importantes vias descendentes (cortico-espinhais, cortico-nucleares, têmporo-pônticas e fronto-pônticas), cuja função é ligar o córtex cerebral à medula espinhal, protuberância e cerebelo. Estas fibras também vão estar presentes ao nível dos colículos posteriores. Lesões nessas fibras provocam paralisia no lado oposto do corpo. Tem uma função principalmente motora e interfere no tónus muscular. Tem conexões com córtex cerebral, medula espinhal, hipotálamo e núcleos da base, mais concretamente, o estriado (núcleo caudado e putamen). As conexões com este último são bastante importantes, pois, se houver uma lesão, há diminuição de dopamina no estriado, levando à síndrome de Parkinson.

O tegmento (ou calote), situado posteriormente à substância negra e anteriormente à substância cinzenta central. Para além da substância cinzenta central, apresenta os núcleos dos nervos patético (IV) e trigémio (V). O núcleo mesencefálico do nervo trigémio (V) está presente nos dois níveis do mesencéfalo e recebe as informações proprioceptivas que entram pelas fibras do nervo trigémeo e encontra-se externamente ao aqueduto de Sylvius

O tecto, posterior, localizado posteriormente à substância cinzenta central (periaquedutal) e contendo a lâmina quadrigémea. Nesta zona estão os núcleos dos colículos inferiores, massas ovais constituídas por substância cinzenta, que fazem parte da via auditiva e  Recebem fibras aferentes do lemnisco externo, do colículo inferior contralateral, do corpo geniculado interno homolateral, do córtex cerebral e do córtex cerebelar (através do véu medular superior). As conexões eferentes projectam-se no corpo geniculado interno homolateral através do braço conjuntival superior (via relacionada com a audição), no colículo inferior contralateral, no colículo superior, no núcleo do lemnisco externo e no cerebelo.

O Sylvius localiza-se no limite entre o tecto e tegmento encontra-se o aqueduto. Este é rodeado por substância cinzenta, denominada substância cinzenta central.

2.2.3.Área pré-tectal

É um pequeno grupo de neurónios situado superiormente aos colículos superiores. A área pré-tectal é composta por vários núcleos, nomeadamente o núcleo do tracto óptico, ao longo da margem póstero-lateral da área pré-tectal, junto à união com o pulvinar, e o núcleo pré-tectal olivar, mais bem observado na porção inferior da comissura posterior,(AFIFI, A.K., & BERGMAN, 2008) .É um centro importante da via para o reflexo pupilar à luz e para o olhar vertical. Recebe vias da retina, as quais depois passam para o núcleo parassimpático do nervo motor ocular comum (núcleo de Edinger-Westphal). Este emite conexões até ao gânglio ciliar homolateral e contralateral, que depois irradiam para o esfíncter da pupila e ciliar. Este núcleo controla, assim, a contração pupilar de ambos os olhos, em resposta à luz.

2.3.Lesões nas estruturas do mesencéfalo

Um tumor, hemorragia, enfarte ou traumatismo ao nível do mesencéfalo origina uma série de sinais e sintomas. A presença tanto dos núcleos dos nervos oculomotor e patético, tal como das vias descendentes corticoespinhais e corticonucleares, originam sintomas característicos que permitem a fácil localização da lesão no tronco cerebral.

Se houver um traumatismo, o núcleo do nervo oculomotor e o núcleo do nervo patético podem ficar lesados. Os sintomas incluem grande défice motor do globo ocular, porque os músculos rectos superior, interno e inferior, oblíquo inferior e oblíquo superior ficam afectados. Também se nota dilatação pupilar, devido ao envolvimento do núcleo parassimpático do nervo oculomotor, (ROUVIÉRE & DELMA, 2005).

Se houver um enfarte mesencefálico, as lesões podem ser várias. A zona mais afectada é a porção média do mesencéfalo e o território envolvido é o que é irrigado pela artéria basilar e pela artéria cerebral posterior,(AFIFI, A.K., & BERGMAN, 2008) Um enfarte causado pela oclusão da artéria cerebral posterior geralmente origina a síndrome do Weber. Esta resulta da necrose ao nível das fibras do terceiro nervo craniano e do pedúnculo cerebral adjacente, causando oftalmoplegia homolateral, paralisia do quadrante contralateral da face, paralisia contralateral da língua e paralisia dos músculos da perna e braço contralaterais. A síndrome de Benedikt é semelhante ao de Weber, mas as áreas afectadas envolvem, para além das fibras do nervo oculomotor, também os lemniscos interno e espinhal e núcleo rubro, levando a paralisia do globo ocular, hemianestesia e movimentos involuntários do hemicorpo contralateral. Mais síndromes resultantes de enfartes mesencefálicos têm sido descritas, como a síndrome de Claude, Nothnagel, Plus-Minus Palpebral, Parinaud (ou do aqueduto de Sylvius), entre outras.

3.BULBO RAQUIDIANO

Bulbo raquidiano, medula oblongata, medula oblonga ou simplesmente bulbo é a porção inferior do tronco encefálico, juntamente com outros órgãos como o mesencéfalo e a ponte, que estabelece comunicação entre o cérebro e a medula espinhal, (NOLTE, 2008)

A forma do bulbo assemelha-se a umcone cortado, no qual a substância branca é externa e a cinzenta, interna. É um órgão condutor de impulsos nervosos.

O bolbo raquidiano, Relaciona-se também com funções vitais como a respiração, os batimentos do coração e a pressão arterial; e com alguns tipos de reflexos, como mastigação, movimentos peristálticos, fala, piscar de olhos, secreção lacrimal e vômito (mais específico da área postrema). Uma pancada nesta área ou sua compressão por parte do cerebelo, que se encontra posterior a ela, pode causar morte instantânea, pois paralisa os movimentos respiratórios e cardíacos (STANDRING,2008).

 

 

3.1.Funções

A funcao básica do bolbo raquidiane é Controlar as funções autônomas e retransmitir sinais entre o cérebro e a medula espinhal. Também é responsável por controlar diversas funções autonômicas para o corpo como a respiração (via grupo respiratório dorsal e grupo respiratório ventral); Pressão sanguínea; Frequência cardíaca; Ato reflexo e o Vômito.

3.2.Estrutura

O bulbo apresenta uma porção fechada, mais caudal, que contém o canal central contínuo com o da medula espinhal e uma porção aberta, que é rostral, na qual o canal central se expande como quarto ventrículo. É limitada:

Ø  Inferiormente, pelo plano horizontal que intersecta as radículas mais proximais do primeiro par de nervos raquidianos;

Ø  Superiormente, pelo sulco bulboprotuberancial;

Ø  Anteriormente, pela porção basilar do osso occipital e pela apófise odontoide do áxis;

Ø  Posteriormente, pelo cerebelo.

Apresenta cerca de 3 cm de comprimento, 2 cm de largura na sua porção mais larga e 1,3 cm de espessura.

Sulcos Longitudinais

Os sulcos longitudinais da medula continuam-se no bolbo. Deste modo, estes dividem a superfície do bolbo caudal e parte da rostral numa série de colunas.

A fissura mediana anterior é interrompida inferiormente pela decussação das pirâmides, na junção entre o tronco cerebral e a medula espinhal, mas depois continua-se rostralmente até à protuberância, separando as duas pirâmides do bolbo raquidiano.

O sulco anterolateral marca o limite posterior da pirâmide. As radículas do nervo hipoglosso emergem deste sulco, principalmente no bolbo raquidiano rostral.

No bulbo, porção rostral, a coluna posterior alarga, formando um núcleo posterior a este sulco anterolateral e portanto, ao qual anteriormente saem as radículas do nervo hipoglosso e que se denomina oliva.

As radículas dos nervos glossofaríngeos, nervos vagos e nervos acessórios, emergem posteriormente à oliva, no sulco que a delimita posteriormente e que se designa sulco postero lateral da oliva.

O sulco posterolateral também se continua no bolbo raquidiano. A área localizada entre estes dois sulcos posterolaterais – o olivar e o que é contínuo com a medula espinhal – é o núcleo cinero por onde passa o tracto espinhal do nervo trigémio (que é a continuação do tracto dorsolateral da medula espinhal).

A coluna posterior também se continua no bolbo, estando o fascículo cuneado adjacente ao sulco posterolateral e estendendo-se rostralmente para o tubérculo cuneado, que marca o local do núcleo cuneado e, o fascículo gracilis, adjacente à linha média e que se estende rostralmente de modo similar para o tubérculo gracilis, que representa o núcleo gracilis.

Porção caudal do bulbo raquidiano

Estende-se desde a decussação das pirâmides até ao ponto de união dos dois troncos cerebelares inferiores onde o canal central se expande (óbex).

O feixe dorsolateral continua-se como feixe espinhal do núcleo do nervo trigémio e a substância gelatinosa continua-se como núcleo do nervo trigémio.

Os fascículos gracilis e cuneado continuam no bolbo mas são gradualmente substituídos pelos seus núcleos. O núcleo cuneado começa e termina um pouco mais rostralmente ao núcleo gracilis. As fibras pós-sinápticas destes núcleos dirigem-se depois ventralmente cruzando a linha media para formar o lemnisco medial contralateral. Esta decussação de fibras faz parte do conjunto das fibras arciformes internas e é por vezes apelidada de decussação sensitiva. Lateralmente ao núcleo cuneado e embebido no seu fascículo está o núcleo cuneado lateral ou externo.

As pirâmides, proeminentes, e a decussação das pirâmides estão localizadas anteriormente no bolbo caudal. Cada pirâmide consiste em fibras corticoespinhais que se originam ipsilateralmente no córtex cerebral e vão sinaptizar no corno anterior contralateral da medula espinhal.

Grande parte da área atravessada por fibras arciformes é a designada formação reticular, que parece uma substância amorfa – no entanto esta estrutura é organizada o que se pode constatar através da microscopia.

Porção rostral do bulbo raquidiano

Estende-se desde a abertura do canal central até à parede rostral onde os pedúnculos cerebelares inferiores entram posteriormente no cerebelo. Nesta porção do bolbo, existe então dorsalmente parte do quarto ventrículo.

A porção mais rostral (final) do bulbo caudal é quase coincidente com o início caudal do núcleo olivar inferior – estrutura proeminente que formará a oliva, já anteriormente referida. O pedúnculo cerebelar inferior está localizado dorsolateralmente a esta estrutura. As fibras deste núcleo olivar inferior, saem pelo seu hilo, cruzam a linha média e vão para o pedúnculo cerebelar inferior contralateral – estas fibras também fazem parte do conjunto das fibras arciformes internas.

Medialmente ao núcleo olivar inferior está o lemnisco medial, e anteriormente a este está a pirâmide. As fibras do nervo hipoglosso emergem aqui no sulco anterolateral. Posteriormente ao lemnisco medial, junto ao pavimento do quarto ventrículo, estão presentes fibras que podem ser seguidas em todo o seu percurso até ao mesencéfalo e que são o fascículo longitudinal medial, de importância extrema na coordenação da cabeça com o movimento dos olhos.

Os tractos espinhotalâmicos permanecem na mesma posição relativa, estando por isso localizados na porção anterolateral do tegmento. As fibras do tracto espinhocerebeloso anterior continuam junto aos tractos espinhotalâmicos enquanto que as fibras do tracto espinhocerebeloso posterior entram no pedúnculo cerebelar inferior (para mais informações sobre tractos consultar medula espinhal).

3.4. Principais modificações do bolbo em relação à medula espinhal:

Ø  Abertura do canal central com surgimento do quarto ventrículo – o bolbo raquidiano apresenta uma porção aberta e outra fechada.

Ø  Desaparecimento da forma de H da substância cinzenta rodeada por matéria branca e surgimento dos núcleos próprios do qual se destaca o núcleo olivar inferior.

Ø  Decussação das pirâmides e do lemnisco medial – cruzamento de fibras. Deste modo ocorre a decapitação dos cornos anterior e posterior respectivamente.

Ø  Grande abundância de formação reticular.

Em geral, o Sintema Nervoso Central  possui duas grandes vias de transporte de aferências: Sistema epícrítico (discriminatório e desenvolveu-se numa fase posterior) e Sistema protopático  (mais antigo e rudimentar.)

PROSENCÉFALO

O prosencéfalo ou encéfalo frontal é a parte mais rostral e frontal do cérebro. O prosencéfalo, o mesencéfalo, e o rombencéfalo são as três partes principais do cérebro durante o começo do desenvolvimento do sistema nervoso central. Ele controla a temperatura corporal, as funções reprodutivas, a alimentação, o sono e todas as emoções, (SELL, 2010).

No estágio das cinco cavidades, o prosencéfalo separa-se em diencéfalo (tálamo, hipotálamo, subtálamo, epitálamo e pretécto) e o telencéfalo. O cérebro consiste de córtex cerebral, substância branca subjacente e gânglios da base.

Quando o prosencéfalo embrionário não se divide em dois lóbulos no cérebro, resulta-se em uma condição conhecida como holoprosencefalia.

 

Conclusão

Feito o trabalho sobre o Tronco cerebral conclui-se que este é a porção do sistema nervoso central que está situada entre a medula espinhal e o diencéfalo, que ocupa quase a totalidade intracraniano. Sua função autónoma é de transmitir sinais entre o cérebro e medula espinal; também é responsável por controlar diversas funções automáticas para o corpo neste caso a respiração, pressão sanguínea, frequência cardíaca, auto -reflexos e vómitos.

As Lesões das estruturas do mesencéfalo como tumor, hemorragia, enfarte ou traumatismo ao nível do mesencéfalo origina uma série de sinais e sintomas dos núcleos dos nervos oculomotor.

Se houver um enfarte mesencefálico, pode provocar varias lesões causando oftalmoplegia homolateral, paralisia do quadrante contralateral da face, paralisia contralateral da língua e paralisia dos músculos da perna e braço contralaterais.

O estudo do Tronco Cerebral em neuropsicolgia permite ao psicólogo conhecer a troca de informação entre o SNC e o resto do organismo e as lesões que ocorrem em seus núcleos seu diagnóstico e posterior psicoterapia.

 

Bibliografia

NOLTE, J. The Human Brain: An Introduction to its Functional Anatomy.; 6ª Ed., Mosby, July 2008.

 HUGHES, T, “Neurology of swallowing and oral feeding disorders: Assessment and management“, 2003. In: Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry. 74 (90003): 48iii. doi:10.1136/jnnp.74.suppl_3.iii48

SALADIN, Kenneth S. Anatomy & physiology the unity of form and function. Dubuque, IA: McGraw-Hill, (2007).

STANDRING, S. Gray’s Anatomy: The Anatomical Basis of Clinical Practice.40ªEd., Churchill Livingstone. November, 2008.

MACHADO, A Neuroanatomia Funcional. SA: Editora Atheneu, (2003).

ROUVIÉRE, H., & DELMAs, A., Anatomía humana: descriptiva, topográfica y funcional. Vols. 1-4, 11ª ed. Elsevier Masson, 2005.

AFIFI, A.K., & BERGMAN, R.A., Neuroanatomia functional: texto e atlas. 2ª Ed.. Editora Roca, 2008.

SNELL, R.A.Neuroanatomia Clinica. 7º Ed.Lippincott Williams & Wilkins. 2010.

WATSON, Breedlove,ROSENZWEIG.Psicologia Biologica, 6ª Ed., 2010, pp. 45-46.

 

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(PDF) Gliossarcoma de tronco cerebral em paciente


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